Quake rodando num osciloscópio

Para ser mais exato, o jogo não roda no osciloscópio já que todo o processamento está acontecendo no PC e ele está funcionando como uma espécie de monitor primitivo, mas não deixa de ser muito legal!
O cara se chama Pekka Väänänen e modificou o engine de quake de modo que a geometria do ambiente seja enviada para a placa de som que esta por sua vez está conectada aos terminais de um osciloscópio no modo XY. Para os neófitos, o modo XY faz com que você possa controlar o traço como um plano cartesiano onde a tensão nos terminais representam os valores do gráfico na tela. Assim sendo, os valores no eixo X e Y serão lidos a partir da intensidade do sinal de áudio enviado pela placa de som, formando uma imagem vetorial, portanto sem textura, bem primitiva na tela.

O conceito não é nada novo, o que não faz dele menos sensacional, já que segundo o wikipedia, ‘Tennis for Two (Tênis para Dois) foi um dos primeiros jogos eletrônicos do mundo. Criado em 1958 por William Higinbotham no Laboratório Nacional de Brookhaven’, e utiliza o mesmo conceito.


Fonte: http://www.lofibucket.com/articles/oscilloscope_quake.html

Referência: Wikipedia – Tennis For Two

Porque o NES soa tão melhor que o Master System?

NES vs Master System

Guerra Sonora

Quando era criança eu viajava nas especificações técnicas dos consoles, mesmo que não entendesse quase nada do que lia. Números como quantidades total de cores, cores simultâneas na tela, memória RAM, ROM, canais de áudio, etc eram razões para disputas acaloradas entre fans de Nintendo e Sega. A comparação que farei aqui é um pouco diferente do que normalmente se vê pois me limitarei a falar sobre o áudio das duas plataformas, NES e Master System, e uma coisa que sempre me deixou com a pulga atrás da orelha na época era como os jogos do NES tinham um som MUITO melhor que os do Master System, mesmo que todos alardeassem que o segundo era superior, mais moderno etc. Não falarei aqui do Sega Mark III, o Master System japonês, que possui chip de síntese por FM (modulação de frequência) que melhora o áudio nos jogos compatíveis, ou do chip VRC6 da Konami usado na série Castlevania e em alguns remixes da jogos clássicos como Zelda (originalmente sem chip adicional de áudio) . Quem sabe num outro post? 🙂

Obs.: Ambos os sistemas tem jogos com música espetaculares e quando me refiro ao som estou me referindo ao timbre, não à composição.

Dados técnicos de áudio

Master System: 4 canais de áudio no total composto por 3 geradores de onda quadrada e 1 gerador de ruído branco.

NES: 5 canais de áudio no total composto por 2 geradores de onda quadrada, 1 gerador de onda triangular, 1 gerador de ruído branco e 1 de samples (amostras) –  e é aqui que o NES faz diferença.

Canal de amostras (ou samples)

O maior diferencial entre o áudio entre os dois consoles é a existência de um canal de samples no NES, o que possibilitava utilizar um áudio real digitalizado durante os jogos, mesmo que de pouca qualidade para padrões modernos, como o som de bongos ouvido na música de Super Mario 3. O canal de amostras utilizava audio codificado DPCM (1bit), um método extremamente simples e econômico de modulação de áudio, e seus detalhes podem ser conferidos no vídeo a seguir:

DPCM

Princípio de Delta PWM (modulação por diferencial de largura de pulso). O sinal de saída azul é comparado com o sinal verde. que corresponde ao sinal vermelho com um offset. Sempre que o sinal de saída alcança um dos limites da onda verde, o pulso muda de estado até que alcance novamente o outro limite da onda verde.

Graças à maior quantidade de canais (5 no NES x 4 no SMS) e à maior variedade de tipos de canais (4 no NES x 2 no SMS ) o áudio dos jogos do NES tinham mais textura e eram mais distintos entre si, enquanto os jogos do Master System soavam mais parecidos e com timbre ‘liso’. Os vídeos a seguir são clipes de música de alguns jogos do Master System e do NES onde é clara a diferença de qualidade e é fácil perceber que os graves (baixo e bumbo de bateria) são muito mais ricos no NES.

1- Master System – Golden Axe (SEGA)

2- NES – Batman: The Return of The Joker  (SUNSOFT)

3- Master Systen – Zillion (SEGA)

4- NES – Gremlin 2 (Sunsoft)

LEMBREM-SE: O intuito aqui não é comparar a obra artística dos compositores, somente o aspecto sonoro do sistema de áudio dos dois consoles.

Referências:

EXPLOD – NES Audio: Brief Explanation of Sound Channels

Retro Game Audio

Sega Retro – Sega Master System

Wikipedia – Texas Instruments SN76489 (chip de som do Master System)

Wikipedia – Nintendo Entertainment System technical specifications

Wikipedia – Delta Modulation

Energy Tank

Acordando …. tentando

 

Música do Tempo

Saudades da época que eu ficava até o sol raiar com os amigos tocando violão. Entre “The Bard’s Song” (Blind Guardian) e “We’ve Got The Right” (Helloween) eu tentava enfiar “Saria’s Song” ou “Song Of Time” do “Ocarina Of Time.

Mark Zuckerberg é James Halliday?

 

 

 

 

facebook-oculus

A notícia da compra da OculusVR pelo facebook, ou Faceboculus :D, lembra o que acontece no livro “Jogador Número Um” (não leu? tá esperando o que?), o livro mais divertido que li em 2013  conta a história de James Halliday, um gênio peculiar obcecado pela cultura pop dos anos 80 (filmes, games livros etc), sem ‘plugin social’, e que cria uma rede social ‘aberta’ e massivamente popular cujos usuários interagem através de óculos de realidade virtual e dispositivos hápticos.

Jogador Número Um

Jogador Número Um

Após a morte do seu criador é revelado que existe um easter egg, quem descobri-lo herdará o OASIS e a fortuna do seu criador causando um frisson mundial. O trama da história envolve os caçadores de ‘easter-egg’ independentes que querem que a rede continue aberta e neutra lutando contra corporações que querem capitalizar com seus usuários, algo que me lembra a disputa da neutralidade de rede nos EUA e o marco civil aqui no Brasil, mas isso é outra história. O que não falta no livro são citações a games de arcade cláááássicos, além de filmes, músicas, séries livros acontecimentos etc.

Ernest Cline

Vamos às semelhanças:

James Halliday = Mark Zuckerberg

Visor háptico = Oculus Rift

OASIS = Facebook

Teria o autor viajado no tempo e voltado ao passado numa manobra a lá Marty McFly quando ele compra o almanaque de esportes no futuro para ficar rico ganhando apostas no passado (tiro que sai pela culatra, btw)? :OOOO

Faceboculus

 

 

A cruel dúvida

…no fim….a preguiça sempre vence….

Cosplay DIY de Bioshock

Convidei minha sobrinha maluca por bioshock para fazermos cosplay de….SURPRESA: Bioshock, eu como Bid Daddy e ela como Little Sister, a idéia é maravilhosa na minha cabeça, mas quando sentei e pensei no tempo/dinheiro/trabalho para fazer o enorme escafandro do Big Daddy (e que certamente valeria todo o esforço) foi que me dei conta da extensão da coisa. A fantasia de Little Sister no entanto é surpreendentemente simples, portanto, darei às minhas mãos algum uso além de teclado, thumbsticks e botões. Estou construindo a Seringa usada para extrair ADAM, a matéria prima dos plasmids! Ainda estou testando as coisas e publicarei a lista do material necessário aqui quando escolhê-los definitivamente. Já estou chegando a um protótipo de onde depois melhorarei o acabamento. Minha intenção é registrar a jornada e depois criar e disponibilizar um manual com materiais acessíveis no Brasil, ao contrário de alguns excelentes tutoriais gringos. Está tudo muito no início, mas já cheguei ao primeiro protótipo.

ADAM Syringe, tool used by little sister to gather ADAM.

Seringa ADAM utilizada pelas Little Sisters para colher ADAM, matéria prima dos Plasmids

Seeya

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